No
condomínio Bella Vida II estamos entregues a uma administração que não
sabe nem qual são os seus direitos e deveres. Colocam os seus aparelhos de som
alto não respeitando os direitos dos outros. No apartamento do sindico o som
ultrapassa as barreiras dos direitos e deveres estabelecidos. Hoje dia
02/03/2014 estávamos indignados com o som que estava atrapalhando ouvir a
televisão e gravamos o som, ele viu, e veio tirar satisfação com a gente.
Perguntou qual foi o motivo de estarmos filmando o apartamento dele, então respondi
que foi por causa do som que estava muito alto e minha esposa disse que ele
como sindico teria que dar o exemplo. Bem, ele não gostou e disse que tinha até
dez da noite para ouvir o som do jeito que ele quisesse, dissemos a ele que não
era dessa forma em condomínio, então, ele saiu nos ameaçando dizendo que se quiséssemos
ter um problema com ele já havíamos arrumado e saiu fazendo a maior propaganda,
falando em tom bem alto, dizendo que ele não estava incomodando a ninguém e tínhamos
arrumado um problema. Esses são uns dos problemas dos condomínios do programa
minha casa minha vida. Porque a administração deveria começar a ser feita por pessoas que tivessem
sido preparadas pela caixa econômica ou por algum órgão do governo para
auxiliar por algum tempo os condôminos e principalmente as pessoas que se
candidatassem a algum cargo eletivo no condomínio. Assim evitaria que pessoas despreparadas
assumissem um cargo no qual não têm a mínima condição de exercer.
NO TERRA MAGAZINE
Por Bob Fernandes
O sagrado direito ao sossego e a desinformação
Como, ultimamente, os meios de comunicação têm abordado com certa regularidade a questão do barulho, mas nem sempre têm tratado as questões jurídicas como exige o caso, eu volto a cuidar do assunto, lembrando, desde logo, que a violação do sossego no Brasil é mais um exemplo de como a sociedade é dividida e as pessoas são egoístas e desrespeitosas umas com as outras. Todos têm direito ao sossego, ao descanso, ao silêncio, direito este cada dia mais violado abertamente.
Em abril de 2012, um trabalhador rural foi morto a tiros na cidade de General Salgado. O acusado do crime era um vizinho, professor de ciências, que praticou o delito por causa do barulho que sempre ocorria no local. Testemunhas disseram a polícia que as discussões entre os vizinhos eram constantes. A ironia é que o professor já havia inclusive registrado na Delegacia local um boletim de ocorrência contra os vizinhos por causa do barulho, o que não foi apurado, mas depois do homicídio a investigação estava sendo feita…
No início do mês passado, num condomínio de luxo na grande São Paulo, um empresário que reclamava constantemente do barulho provocado por seu dois vizinhos, após outra discussão, matou os dois, marido e mulher. Depois se suicidou.
Fazendo uma busca na internet sobre esse crime, eu encontrei uma carta de uma leitora que, de algum modo, traduz o sentimento de ira e impotência que esse tipo de violação ao sossego envolve. Veja: “Eu já tive problemas terríveis com vizinhos que ouvem música alta. Isso vai dando uma irritação progressiva e a gente chega ao ponto de quase explodir…Por conta disso, tive depressão e literalmente abandonei esse apartamento que era meu, quitado, bem localizado e de três quartos. Acho que o sujeito que atirou não teve uma crise súbita, acho que foi um acúmulo de circunstâncias que terminou em tragédia…”
Recentemente, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou uma lei que proíbe o uso de aparelhos de som portáteis instalados em carros estacionados que emitam som alto, considerado este o que atinge 50 decibéis. A medida, naturalmente, é boa, mas é muito menos do que já existe legalmente estabelecido no país, como se verá na sequência. Nós temos em vigor leis muito mais rigorosas que permitem que se puna os infratores e exige que se faça cessar a violação quando ela estiver ocorrendo.

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